
Quem me vê pensa que eu sou sempre sorrisos, sempre sou festa, e que estou sempre pronta pro que der e vier. Pois se engana profundamente quem pensa dessa maneira. Eu posso sempre estar com um sorriso no rosto, mas isso não quer dizer que estou sempre feliz, as vezes a festa que eu estou pode não ser a melhor da minha vida. Eu não sou um brinquedinho, ou melhor, uma massinha de modelar, não sou uma massa que você pode vir a hora que quiser e moldar um mundo de ilusões, e quando termina de brincar simplesmente pega tudo e guarda dentro de uma caixa escura, coloca dentro da ultima gaveta do seu armário de esperas pra sua diversão momentânea.
Estou cansada das mesmas coisas, das mesmas frases, das mesmas atitudes, ou a falta dela. A vida está parecendo um mero mural do Facebook, todos os dias as mesmas reclamações. Tudo parece tão monótono, que a graça já se foi faz tempo. O pior de tudo é que eu tenho sã consciência que tudo o que eu digo também são repetições de indignação afetuosa e sentimental não correspondida. Pessoas deveriam ser mais progressivas, procurar coisas novas, como EU poderia procurar reclamar menos e agir mais, e parar de ser tão flexível pra quem não tem a mínima consideração no esforço que já fiz para te-las ao meu lado. Não sou só palavras escritas, teve um cérebro que pensou, um coração que sentiu, e mãos que escreveram tudo isso. Acho que chegou a hora de me preocupar com o que vale a pena de verdade.